Mulher conquista espaço no mercado imobiliário
Há três meses, Ana Paula Almeida de Souza, de 31 anos, começou a atuação como corretora de imóveis. A ideia de ir para o mercado imobiliário surgiu pós ficar desempregada por oito meses. Formada em Marketing e com experiência na área comercial, achou que seria um bom caminho profissional.
“Eu vi em ser corretora uma oportunidade de continuar fazendo o que eu gosto, que é o atendimento a clientes, trabalhar com pessoas, mas com uma flexibilidade melhor. Tenho uma facilidade na organização da agenda, posso levar e pegar meu filho de dois anos na escola”, explica ela.

Número de corretoras vai se igualando ao número de homens (Foto: Shutterstock)
A participação das mulheres no ramo vem crescendo e vai, aos poucos, se igualando a dos homens. A Federação Nacional de Corretores de Imóveis (Fenaci) estima que o sexo feminino ocupe hoje 40% das vagas. Em 2012, segundo pesquisa do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci), era 32% da categoria.
“A mulher corretora tem um pouco mais de empatia. Eu, por exemplo, não mostro um apartamento que eu não moraria nele. A mulher tem sensibilidade maior para filtrar e sentir o que o cliente quer. Acho que estou no caminho certo, me encontrei nessa profissão”, diz Ana Paula, que atua na Rebeca Imóveis, em São Paulo, e é a única corretora entre sete profissionais.
Para Fabiana Borges, que tem 38 anos de idade e 8 de profissão, a vontade de ser corretora veio após um estágio na área comercial de uma construtora. Ela, que já trabalhou em três imobiliárias e hoje está na Sobek Imóveis, de Campinas (SP), diz que a satisfação é conseguir realizar o sonho das pessoas.
“A mulher tem uma forma de conduzir diferente do homem. Um pouco mais de cautela, paciência na conclusão, entende melhor situações e isso facilita. Não vejo preconceito, mas acho que é necessário ter postura, principalmente para se vestir”. Na imobiliária de Fabiana, metade do quadro é formado por mulheres.





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