Corretor de imóveis é uma boa opção para a terceira idade
Com excelente conhecimento dos bairros da cidade e os muitos amigos que fez ao longo da vida, em pouco tempo conseguiu bons negócios. Jolandino Diogo, de 78 anos, nunca pensou em parar de trabalhar. Aposentado, após atuar por mais de três décadas como taxista, o morador de São Paulo resolveu investir um uma nova carreira para complementar a renda. No ano passado conseguiu o registro no Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci) e se encontrou na profissão.

Depois de aposentar, você também pode investir em uma nova carreira (Foto: Shutterstock)
“É uma boa profissão para aposentados, porque é possível trabalhar como autônomo e há chance de progredir financeiramente. Tudo depende da pessoa, é preciso ter muito conhecimento, fazer contatos e parcerias com outros corretores”, ensina. “Sempre tem interessados, você não fica um dia parado, não tem rotina”.
Com a quantidade de idosos crescendo no Brasil, a tendência é de que o espaço deles aumente no mercado de trabalho. Dados de 2014 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que chegou a 203,2 milhões o número de pessoas com mais de 60 anos no País, o que já representa 13,7% de toda a população.
O presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto, explica que a faixa etária média da categoria é de 44 anos no Estado de São Paulo e que, por enquanto, apenas 5% dos corretores são idosos. Segundo ele, o nível de sucesso na profissão, quando iniciada somente na terceira idade, vai depender da atividade que a pessoa exercia.
“Se ela teve muitos contatos, com pessoas em condição de negócios, é uma excelente opção. O maior instrumento de trabalho do corretor é um cadastro expressivo de clientes. Então, se o interessado foi, por exemplo, gerente de banco ou comissário de bordo, isso proporciona relacionamento importante”, diz ele.

Muitos aposentados trocam de profissão (Foto: Shutterstock)
É justamente o caso de Frederico Pedro Goelzer, 64 anos, que atua em São Paulo. Ao se aposentar como comissário de bordo, foi para o ramo imobiliário. “Sempre gostei do setor e quando me aposentei comecei a investir em imóveis. Eu comprava para mim e aconselhava o pessoal que trabalhou comigo a comprar também, sempre fui a favor desse investimento”.
Foi durante uma das negociações que ele foi convidado pelo diretor de uma imobiliária a se juntar ao time. Não pensou duas vezes em tirar seu registro no Creci. “Compensa financeiramente, mas não é profissão para ficar sentado, parar dentro do escritório não vende. E precisa ter um bom ter um bom relacionamento, Como eu tive essa parte da aviação, de conhecer muita gente, eu consegui ter clientes logo no início”.





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